Cirurgias

Trata-se de cirurgias a laser aos pacientes que pretendem reduzir a dependência dos óculos ou lentes de contato para correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia.

Quando bem indicadas e respeitando a expectativa de cada paciente, essas cirurgias proporcionam a eles um alto nível de satisfação.

Essa técnica utiliza a energia de ultrassom para dissolver e aspirar o cristalino* através de uma pequena incisão em torno de 3 mm.

Nessa técnica, é introduzida no olho uma pequena ponteira oca de titânio, que vibrando em uma frequência ultrassônica, dissolve a catarata em micro fragmentos, aspirados pela parte oca e despejados num recipiente coletor.

No lugar do cristalino, é implantada uma lente intraocular dobrável para passar pela pequena incisão, permitindo sua substituição na focalização de imagens. 

 (*) O cristalino é uma lente natural localizada no interior dos olhos, atrás da íris. A perda da transparência dessa lente constitui a catarata, a qual impede que a imagem formada atinja nitidamente a retina.

O pterígio uma pequena membrana avermelhada na superfície do olho que se prolifera em direção à córnea.

É popularmente chamado de "carne crescida" ou equivocadamente de "catarata".

O pterígio, em geral, parte da parte branca do olho (esclera) e pode chegar até a córnea. Com bastante frequência provoca irritação, vermelhidão, ardor, coceira e sensação de cisco no olho, além de muita sensibilidade à luminosidade.

TUMORES PÁLPEBRAIS:
Os tumores palpebrais podem ser diagnosticados precocemente, através de um exame oftalmológico detalhado, melhorando muito as chances de cura com tratamento. As causas são inúmeras, mas pele clara, genética e a radiação solar são os principais fatores de risco. As pálpebras são os lugares mais comuns para ocorrência de tumores na região do olho. Uma série de tumores benignos e malignos podem afetar esta região.

Cirurgia para o tratamento de tumores da margem palpebral:
O tratamento vai depender do tipo de tumor (benigno ou maligno) e do estágio do quadro sendo realizada rotineiramente excisão no tumor, associada à reconstrução parcial ou até total das pálpebras.

DERMATOCÁLAZE:
A dermatocálase (dermato = pele, cálase = frouxidão, flacidez) é o nome técnico dado ao excesso de pele nas pálpebras, que ocorre nas pessoas com o avançar da idade. O surgimento da dermatocálase é um processo natural do envelhecimento, que ocorre devido ao aumento da frouxidão dos tecidos (pele, músculo, etc.) em todo o corpo, ocorrendo, nesse caso, na região ao redor dos olhos. Ocorre também um processo de perda de gordura na face, levando à uma perda da sustentação destes tecidos, que, atrelados à força da gravidade, acabam por causar uma queda da pele ao redor dos olhos e em toda a face. A época em que a dermatocálaze começa a surgir varia muito: em algumas famílias já se nota desde cedo, iniciando torno dos 40 anos. A dermatocálase pode gerar algumas consequências para a pessoa, sendo a principal a alteração da aparência, fazendo com que tenhamos um aspecto mais envelhecido ou cansado. Ela nunca causa cegueira, mas nos casos em que a queda da pele é muito grande, a pessoa pode ter dificuldade para enxergar (principalmente na parte superior da visão), diminuindo o campo visual, como se uma cortina estivesse cobrindo a parte de cima dos olhos.

Cirurgia para o tratamento da Dermatocálaze:
Indica-se a Cirurgia Estética (Blefaroplastia) como o procedimento mais eficaz para este tratamento.

ECTRÓPIO ADQUIRIDO:
Comumente encontrado na prática diária, é uma rotação “ para fora “ da margem palpebral inferior, causada por:
Desinserção dos músculos retratores da pálpebra inferior (MRPI)
Paralisia do músculo orbicular, subsequente à paralisia facial.
Traumatismo palpebral por cirurgias palpebrais prévias, queimaduras térmicas ou químicas e doenças dermatológicas.

Cirurgias para a correção do Ectrópio adquirido:
- Nos casos de Ectrópio Senil e Ectrópio secundário à Paralisia Facial, se realiza a técnica “ Tarsal Strip” onde o arcabouço estrutural da pálpebra (TARSO) é fixado por meio de suturas ao osso zigomático , que compõe a parede lateral do rebordo orbitário.
- Nos casos de Ectrópio Cicatricial, utilizamos a técnica da Zetaplastia, Enxerto de pele de espessura total (geralmente utilizando a pele redundante da pálpebra superior) , ou então a técnica do retalho Miocutâneo (onde se transpõe a pele redundante da pálpebra superior , para a área retraída da pálpebra inferior)

TRIQUÍSASE / DISTIQUÍASE:
Na triquíse, a margem palpebral está corretamente posicionada, porém os cílios assumem uma posição anormal, raspando a superfície corneana, o que causa muito desconforto (sensação de corpo estranho), ulceração e cicatrizes corneanas por vezes incapacitantes.
Na distiquíase, há uma fileira anormal de cílios  que cresce em direção à córnea, também causando sensação de corpo estranho, e a longo prazo, ulceração corneana e leucoma ( perda da transparência corneana, cursando até com cegueira).

Cirurgias de Triquíase e Distiquíase:
Há várias modalidades de tratamentos para tais doenças palpebrais, inclusive comuns às 2 patologias. Uma delas, a excisão da fileira anormal de cílios, com enxerto de mucosa oral, costuma ser a mais eficaz, levando se em conta a natureza, extensão e severidade de cada caso em particular.

PTOSE PALPEBRAL ADQUIRIDA:
É a queda da pálpebra superior, resultante do ?esgarçamento? das fibras musculares do músculo elevador da pálpebra superior (MEPS). Em certos casos pode ser marcante não apenas esteticamente, mas também funcionalmente, ao ponto de comprometer o campo visual superior.

Cirurgia da Ptose palpebral adquirida:
Há várias técnicas cirúrgicas, para sua correção, entre elas a ressecção do músculo elevador da pálpebra e a tarso mullerectomia.

ENTRÓPIO:
É a rotação interna da margem palpebral, havendo 2 tipos principais:

- Entrópio Involucional (ou senil): o mais comum.

Cirurgia do Entrópio Involucional:
Neste casos é indicada a cirurgia para reforço dos músculos retratores da pálpebra inferior.

- Entrópio Cicatricial: Geralmente causado como consequência de traumatismo palpebral, queimaduras químicas, sequela de tracoma e secundário a algumas doenças dermatológicas (sd Stevens Johnson e penfigóide cicatricial)

Cirurgia do Entrópio Cicatricial:
Rotação transmarginal da pálpebra inferior com suturas de eversão de enxerto de mucosa labial.



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