Óculoplástica

Você sabe quais são as diferenças entre os procedimentos de botox e o ácido hialurônico ?
A cada dia surgem novos tratamentos estéticos com a proposta de elevar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas. Em meio a tanta tecnologia e inovação, dois tratamentos pouco invasivos complementam a estética óculofacial: a toxina botulínica (conhecida também como botox), e o ácido hialurônico. Ambos os procedimentos são eficazes para amenizar rugas, prevenir sinais profundos, combater a flacidez, e ainda aumentar ou repor o volume dos tecidos da face, perdido com o tempo.

O que é o botox?
O botox, também conhecido como toxina botulínica, é uma toxina produzida por uma bactéria chamada Clostridium Botulinium. A substância é usada para correção de rugas e marcas de expressão. A toxina age paralisando o músculo e consequentemente impedindo a contração muscular, que é o que forma a ruga. Para as rugas que já existem, esse relaxamento da musculatura suaviza os vincos. A aplicação do botox é indicada para as rugas da testa, a glabela (espaço entre as sobrancelhas), os “pés de galinha” e rugas ao redor dos olhos.

Qual a ação esperada do botox?
Quando injetada nas rugas, a toxina botulínica age bloqueando a transmissão de estímulos dos neurônios para os músculos, impedindo a contração muscular. Em geral as rugas aparecem devido ao envelhecimento facial, que ocorre por idade avançada, exposição solar sem proteção, má alimentação e tabagismo. Muitas pessoas também têm o hábito de franzir a testa ao se expressar, o que contribui para a formação das linhas de expressão.

Como o botox atua?
O botox pode atuar de duas maneiras:
De forma preventiva: É a aplicação de botox antes mesmo do aparecimento de linhas de expressão. Como a contração muscular é paralisada, não haverá a formação de rugas por movimentação muscular na área que foi aplicado o botox. Geralmente a aplicação preventiva é feita por volta dos 25 anos de idade, mas não existe uma idade certa.
De forma reparativa: esse tipo de aplicação geralmente é realizada em torno dos 30 anos. Como o botox tira a tensão da musculatura, as rugas causadas por esses músculos são amenizadas.

Como é feita a aplicação do botox?
A injeção do botox é aplicada no tecido subcutâneo por agulhas bem finas e em pequenas quantidades, e provocam uma pausa nos impulsos nervosos. Porém, o efeito não é imediato, e as primeiras alterações começam a aparecer somente depois de três a cinco dias.

Quanto tempo dura o efeito do botox?
Os efeitos do botox duram, em média, de 4 a 6 meses. O período entre as sessões varia de paciente para paciente, e para que o resultado seja efetivo, é preciso fazer sempre uma manutenção.

Quais os cuidados após a aplicação do botox?
Após a aplicação, a pele pode ficar um pouco sensível e inchada. Para evitar complicações, deve-se evitar a exposição direta ao sol, e usar filtro solar. É recomendado evitar a prática de atividades físicas no mesmo dia das aplicações. É importante não massagear a área, pois o efeito da aplicação pode ser reduzido.

Que profissionais podem aplicar o botox?
Médicos que dominem as particularidades da anatomia regional (Cirurgiões oftalmologistas com experiência em óculoplástica, dermatologistas e cirurgiões plásticos são os profissionais que podem aplicar tratamentos estéticos como o botox). Verifique a formação, experiencia e certificação do profissional antes de se submeter a procedimentos.

O que é ácido hialurônico?
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo humano. Trata-se de uma molécula de açúcar que atrai e retém a água ao seu redor, dando mais viço, firmeza e textura homogênea à pele. Com o passar dos anos a concentração do ácido hialurônico diminui, o que promove o surgimento de rugas e ressecamento. Para o rejuvenescimento da pele, pode-se usar o ácido hialurônico em forma de cremes, injeções e até mesmo comprimidos.

Como é feita a aplicação de ácido hialurônico?
O procedimento é realizado em consultórios e clínicas, com ou sem anestesia local, através de agulhas ou cânulas que variam em dimensões e calibre. O dermatologista aplica o ácido nos locais afetados, o que dura em torno de 30 minutos.
 

Quanto tempo dura o efeito do ácido hialurônico?
Os resultados das aplicações surgem logo após o procedimento, e duram entre 6 meses a 1 ano, dependendo do organismo de cada paciente e da profundidade de cada região afetada.

Quais os cuidados necessários após a aplicação do ácido hialurônico?
Após o procedimento, é comum surgir uma leve dor, inchaço e hematomas no local, que geralmente desaparecem em alguns dias. Para diminuir o desconforto, pode-se aplicar compressas de gelo. É necessário o uso de protetor solar e evitar atividades físicas nas 24 horas após o procedimento.

Quem não pode fazer tratamento com ácido hialurônico?
Portadores de doenças autoimunes como lúpus, grávidas, mulheres em processo de amamentação, pessoas imunossuprimidas e alérgicos a qualquer componente da formulação não devem se submeter ao procedimento.

Que profissionais podem aplicar o ácido hialurônico?
Assim como o botox, os profissionais mais indicados para realizar esse procedimento são médicos com conhecimento profundo da anatomia regional (cirurgiões oftalmologistas com experiência em óculoplástica, dermatologistas e cirurgiões plásticos). Verifique a formação, experiencia e certificação do profissional antes de se submeter a procedimentos.

O procedimento com ácido hialurônico é doloroso?
Normalmente não é doloroso, mas isso varia de acordo com a sensibilidade de cada pessoa. Em alguns casos, utiliza-se um anestésico tópico para diminuir o incômodo causado pelas agulhadas
Quais as principais indicações para o preenchimento?
Entre as principais indicações para o preenchimento estão: rugas finas no rosto, suavização das rugas glabelares (rugas de preocupação),  correção de cicatrizes, aumento do volume dos lábios, preenchimento para olheiras e olhos fundos.

Qual a diferença entre botox e o ácido hialurônico?
Muitas pessoas ainda confundem e pensam que os procedimentos agem da mesma forma, porém existe uma diferença entre os dois. O botox age paralisando o músculo: ao evitar sua movimentação, ele impede a contração muscular, que é o que forma a ruga. E nas rugas já existentes, a substância relaxa os vincos.

Em contrapartida, o ácido hialurônico repõe o volume perdido de determinadas áreas da face, preenche sulcos e melhora o contorno do rosto.

Faça uma avaliação pois cada caso tem suas particularidades.

Os tumores palpebrais podem ser diagnosticados precocemente, através de um exame oftalmológico detalhado, melhorando muito as chances de cura com tratamento. As causas são inúmeras, mas pele clara, genética e a radiação solar são os principais fatores de risco. As pálpebras são os lugares mais comuns para ocorrência de tumores na região do olho. Uma série de tumores benignos e malignos podem afetar esta região.

Cirurgia para o tratamento de tumores da margem palpebral:
O tratamento vai depender do tipo de tumor (benigno ou maligno) e do estágio do quadro sendo realizada rotineiramente excisão no tumor associada à reconstrução parcial ou até total das pálpebras.

A dermatocálase (dermato = pele, cálase = frouxidão, flacidez) é o nome técnico dado ao excesso de pele nas pálpebras, que ocorre nas pessoas com o avançar da idade. O surgimento da dermatocálase é um processo natural do envelhecimento, que ocorre devido ao aumento da frouxidão dos tecidos (pele, músculo, etc.) em todo o corpo, ocorrendo, nesse caso, na região ao redor dos olhos.

Ocorre também um processo de perda de gordura na face, levando à uma perda da sustentação destes tecidos, que, atrelados à força da gravidade, acabam por causar uma queda da pele ao redor dos olhos e em toda a face.

A época em que a dermatocálaze começa a surgir varia muito: em algumas famílias já se nota desde cedo, iniciando torno dos 40 anos. A dermatocálase pode gerar algumas consequências para a pessoa, sendo a principal a alteração da aparência, fazendo com que tenhamos um aspecto mais envelhecido ou cansado.

Ela nunca causa cegueira, mas nos casos em que a queda da pele é muito grande, a pessoa pode ter dificuldade para enxergar (principalmente na parte superior da visão), diminuindo o campo visual, como se uma cortina estivesse cobrindo a parte de cima dos olhos.


Cirurgia para o tratamento da Dermatocálaze:
Indica-se a Cirurgia Estética (Blefaroplastia) como o procedimento mais eficaz para este tratamento.

Comumente encontrado na prática diária, é uma rotação “ para fora “ da margem palpebral inferior, causada por:
- Desinserção dos músculos retratores da pálpebra inferior (MRPI)
- Paralisia do músculo orbicular, subsequente à paralisia facial.
- Traumatismo palpebral por cirurgias palpebrais prévias, queimaduras térmicas ou químicas e doenças dermatológicas.


Cirurgias para a correção do Ectrópio adquirido:
- Nos casos de Ectrópio Senil e Ectrópio secundário à Paralisia Facial, se realiza a técnica “ Tarsal Strip” onde o arcabouço estrutural da pálpebra (TARSO) é fixado por meio de suturas ao osso zigomático , que compõe a parede lateral do rebordo orbitário.
- Nos casos de Ectrópio Cicatricial, utilizamos a técnica da Zetaplastia, Enxerto de pele de espessura total (geralmente utilizando a pele redundante da pálpebra superior) , ou então a técnica do retalho Miocutâneo (onde se transpõe a pele redundante da pálpebra superior , para a área retraída da pálpebra inferior)

Na triquíse, a margem palpebral está corretamente posicionada, porém os cílios assumem uma posição anormal, raspando a superfície corneana, o que causa muito desconforto (sensação de corpo estranho), ulceração e cicatrizes corneanas por vezes incapacitantes.

Na distiquíase, há uma fileira anormal de cílios  que cresce em direção à córnea, também causando sensação de corpo estranho, e a longo prazo, ulceração corneana e leucoma ( perda da transparência corneana, cursando até com cegueira).

Cirurgias de Triquíase e Distiquíase:
Há várias modalidades de tratamentos para tais doenças palpebrais, inclusive comuns às 2 patologias. Uma delas, a excisão da fileira anormal de cílios, com enxerto de mucosa oral, costuma ser a mais eficaz, levando se em conta a natureza, extensão e severidade de cada caso em particular.

É a queda da pálpebra superior, resultante do ?esgarçamento? das fibras musculares do músculo elevador da pálpebra superior (MEPS). Em certos casos pode ser marcante não apenas esteticamente, mas também funcionalmente, ao ponto de comprometer o campo visual superior.

Cirurgia da Ptose palpebral adquirida:
Há várias técnicas cirúrgicas, para sua correção, entre elas a ressecção do músculo elevador da pálpebra e a tarso mullerectomia.

É a rotação interna da margem palpebral, havendo 2 tipos principais:

- Entrópio Involucional (ou senil): o mais comum.

Cirurgia do Entrópio Involucional:
Neste casos é indicada a cirurgia para reforço dos músculos retratores da pálpebra inferior.

- Entrópio Cicatricial: Geralmente causado como consequência de traumatismo palpebral, queimaduras químicas, sequela de tracoma e secundário a algumas doenças dermatológicas (sd Stevens Johnson e penfigóide cicatricial)

Cirurgia do Entrópio Cicatricial:
Rotação transmarginal da pálpebra inferior com suturas de eversão de enxerto de mucosa labial.



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